O processo criativo no design gráfico

Todo o designer é tido com um grande desenhista, de muita criatividade e bom gosto. Apesar de conter um fundo de verdade, esse julgamento esconde o que professores consideram o mais importante para levar um profissional ao sucesso: o conhecimento dos processos e técnicas inovadoras. No esforço de derrubar esse mito que a UniRitter assume um papel fundamental provando que a criatividade também pode ser ensinada.

A coordenadora do curso de Designer Gráfico da UniRitter, Lizandra Kunzler, esclarece que a criação não é feita através só de inspirações e ideias acidentais, mas também de um pensamento a partir de referências e pesquisas prévias.

“O trabalho do design é um método. Tem processo. Não é criar baseado em invenções próprias, mas pesquisar conceitos, padrões e tendências que ajudem a entender o problema e desenvolver um produto de acordo”.

Lizandra explica que essa metodologia pode ser dividida basicamente em quatro etapas: entender o problema; pesquisar as referências e inovar; desenvolver o produto; verificar e testar. Importante também destacar que a metodologia não é necessariamente seguida com rigor e que o domínio das técnicas permite variações para adaptar os diferentes trabalhos que o designer pode receber.

Selo comemorativo dos 15 anos da Faculdade de Design da UniRitter

Utilizando exatamente esse processo que o estudante do curso de Design Gráfico Bruno Andrade, de 26 anos, venceu uma competição para criar o logo comemorativo dos 15 anos da Faculdade de Design da UniRitter. Com uma temática livre, os alunos que competiram deveriam relacionar a criação com o perfil dos três cursos da área na universidade – Design Gráfico, Design de Produto e Design de Moda – fazendo referência à história e às áreas de atuação.

O aluno se inspirou na espiral de Fibonacci e Proporção Áurea, relação matemática comum encontrada na natureza e que pode ser usada para criar composições agradáveis no design e na fotografia. Segundo o estudante, destacam-se no processo de criação: “características comuns entre as curvas do número “5” e a espiral de Fibonacci, que também lembra a cauda de um camaleão, culturalmente presente no universo do design”.

Ele reforça ainda que se engana quem pensa que o designer vive apenas da inspiração. “Passamos horas sem dormir, pensamos em várias coisas ao mesmo tempo e tudo ao redor pode virar referência, que é primordial para o sucesso”, diz.

O trabalho e êxito de Bruno são exemplos de que o empenho dos professores em sistematizar os processos facilitam e geram resultados positivos no aprendizado dos alunos. E que a falta de criatividade não é necessariamente um impedimento àqueles que almejam uma carreira na área: “É baseada também em conhecimento técnico e olhar atento e sensível a todos os estímulos (visuais, sonoros, táteis, olfativos e gustativos). Aproveitar o conhecimento e ter flexibilidade para aplicá-lo, solucionando os problemas projetuais”, encerra a professora Lizandra.

 

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