Realidade virtual: uma tecnologia presente no dia a dia das pessoas

Mesmo existindo há décadas e imergindo nos anos 1990, a realidade virtual está em grande expansão e, cada vez mais, presente no cotidiano das pessoas. É o que aponta a coordenadora do curso de Design de Games da UniRitter, Isabel Siqueira da Silva. Segundo a professora, os serious games, jogos voltados à educação ou ao treinamento em algum contexto específico, como, por exemplo, para treinar especialistas da área da saúde, vem se difundindo com bastante intensidade no Brasil.

Aliados a esse crescimento da realidade virtual, empresas como Samsung, Sony e Google oferecem uma extensa variedade de óculos 3D. Alguns deles com baixo custo, como é o caso do Google Cardboard, feito de papelão, vendido por apenas R$ 35,00.

Preparados para atender este tipo de demanda, alunos e professores do estúdio de jogos SquarePix e do GameLab, ambos localizados no Campus Zona Sul da UniRitter, estão difundindo estudos e desenvolvendo novas tecnologias. “Estamos mesclando a realidade virtual com a realidade aumentada e a holografia. Desta forma, já criamos aplicações voltadas para os cursos de Fisioterapia e Medicina Veterinária da UniRitter”, exemplifica Isabel.

Mas as mentes inquietas do curso Design de Games não param por aí. Um aplicativo está em fase de desenvolvimento e será voltado para os estudantes da área da saúde da UniRitter, servindo para treinamento e auxílio à aprendizagem. Esta tecnologia terá também como foco a preparação para a prova do ENADE.

Tecnologia ao lado da educação inclusiva

Visando colaborar com a sociedade, estudantes e professores do curso de Design de Games criaram um jogo digital capaz de reproduzir fielmente um ambiente no qual jovens com necessidades especiais estão acostumados a praticar as suas atividades de vida diária (AVD). Este game já está disponível para crianças e adolescentes atendidos pela Kinder – Centro Integração da Criança Especial, situada em Porto Alegre.

A proposta do jogo é desenvolver o exercício da autonomia em tarefas diárias, como arrumar a cama, usar o telefone e se locomover. Além disso, ajudar a aprender sobre cuidados pessoais, como: escovar os dentes, se vestir, tomar banho, entre outros.

Para o estudante do 6° semestre do curso de Design de Games, Márcio de Souza, desenvolver esse jogo foi uma experiência diferenciada. “Tivemos a oportunidade de saber diretamente com quem estávamos trabalhando. Geralmente, usamos situações lúdicas, mas para a Kinder tivemos as referências de uma sala real. Foi muito interessante fazer esse game para as crianças, pois interagimos com elas e, a partir disso, usamos as nossas ideias”, diz.

O professor da graduação, Luan Carlos Nesi, destaca que, com a popularização do uso dos smartphones, novas possibilidades foram abertas para os jogos digitais. “Por exemplo, o Pokemon Go, um game que se tornou muito popular, permitiu que trouxéssemos esse conceito para a Kinder e viabilizássemos esse game educacional e solidário. Assim, podemos atender uma demanda que, até então, não tínhamos no SquarePix e GameLab”, enfatiza.

Quer conhecer mais sobre o curso de Design de Games e o mercado de jogos? Clique aqui.