Como a EXTENSÃO COMUNITÁRIA
pode ajudar a fortalecer a
EDUCAÇÃO SUPERIOR

Prof. Bárbara Souza Costa - Doutora em Direito e Pró-Reitora Acadêmica da UniRitter. Foto: Reprodução

Prof. Bárbara Souza Costa – Doutora em Direito e Pró-Reitora Acadêmica da UniRitter. Foto: Reprodução

“Vivemos em um mundo complexo, repleto de riscos, incertezas e paradoxos. Os ideais de ordem, estabilidade e segurança não mais atendem às necessidades de um mundo que vive em constantes transformações. A formação voltada apenas para a técnica não é suficiente para enfrentar os desafios de uma era planetária. Adotar somente concepções que sejam práticas individualistas significa desconsiderar a conexão existente entre sujeitos que atuam em rede (local ou globalmente). Nesse contexto, faz-se necessário atribuir um novo papel às instituições de ensino superior, alterando-se a concepção paradigmática tradicionalmente existente na Academia.

Para além da redefinição epistemológica a respeito do tema (apresentada na obra de Edgar Morin e outros), destaca-se o importante papel da Universidade na formação cidadã dos estudantes. Por meio da extensão comunitária, os acadêmicos desenvolvem um olhar mais contextualizado do saber produzido no ambiente universitário, oportunizando-lhes uma compreensão mais clara a respeito do seu papel na sociedade.

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Histórias inspiradoras

Sempre é bom receber um incentivo ou ter uma referência que te anime naqueles dias em que é preciso um empurrão para seguir em frente, né?

O Portal Justificando publicou uma reportagem que relembrou um compilado de histórias de 7 juízes que irão fazer você repensar naquelas horas em que reclama de tudo…

Esses personagens superaram vários obstáculos em busca de um sonho. Na lista tem a trajetória de quem já foi flanelinha, metalúrgico, doméstica e cortadora de cana.

Tem muita coisa pela frente, ainda mais para quem está iniciando a carreira ou que está pronto para fazer a prova do vestibular neste semestre.

Leia e inspire-se! A história eleita número 1 é de um gaúcho.

 

7- Ex flanelinha e vendedor de bananas

Edilson Enedino

O Juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Edilson Enedino das Chagas, começou a trabalhar com 8 anos de idade vendendo banana para ajudar sua mãe. Desde então, ele já foi vendedor de picolés, flanelinha, jornaleiro, ajudante de obras e faxineiro.

Nascido em 1970, o atual magistrado era filho de um tratorista e uma dona de casa. Ele, os pais e mais quatro irmãos dividiam um cômodo que conseguiram comprar através de um programa habitacional. Quando tinha quase dois anos de idade, seu pai morreu e deixou a família que se virou com um salário mínimo por mês para sobreviver. Sem dinheiro para comer, eles dependiam de doações do governo para conseguirem se alimentar. 

Era preciso ajudar buscar o sustento e, aos oito anos, Edilson começou fazer sua parte vendendo bananas. Aos nove, passa a vender picolés e, aos dez, torna-se jornaleiro. Aos doze anos vai trabalhar como flanelinha e, aos catorze, como auxiliar gráfico.

Em 1991 ele foi aprovado como faxineiro de uma empresa terceirizada que prestava serviços para o Tribunal Superior do Trabalho. Com a aproximação com o direito, Chargas prestou vestibular em uma universidade particular e foi aprovado. 

Depois de formado, ele passou três meses, sem parar de trabalhar, dedicando-se à preparação para a prova. Eram 900 inscritos para 38 vagas e, mesmo Chargas não parando suas outras funções, conseguiu ser aprovado em 1º lugar. 

Depois de assumir a vaga, passou a dar aulas e concluiu seu mestrado. Atualmente, ele cursa seu doutorado e sonha com uma vaga no Supremo Tribunal Federal. 

6- Metalúrgico condenado à morte na ditadura 

juiz pena de morte

Theodomiro Romeiro dos Santos é ex-militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário e, em 1970, foi capturado pelos militares. Na tentativa de fulga, atirou e acabou matando um sargento da Aeronáutica.

Com apenas 18 anos, ele foi condenado à pena de morte, com base na Lei de Segurança Nacional, sendo o primeiro brasileiro a receber esse tipo de sentença desde a proclamação da república. A última execução do tipo havia sido registrada em 1876. Atualmente, a pena capital ainda é prevista na Constituição brasileira, mas somente para crimes militares cometidos em tempos de guerra.

Com forte manifestação contra a medida, a pena se converteu em prisão perpétua e, posteriormente, a 16 anos de cadeia. Em 1979 ele conseguiu fugir e foi se exilar na França, onde trabalhou como metalúrgico e pintor de parede. 

De volta ao Brasil, fez concurso público para juiz de trabalho e tomou posse em 1993. Chegou a presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho e aposentou-se em 2012 – por decisão da Comissão da Anistia, os nove anos que passou preso foram contabilizados como tempo de serviço para fins previdenciários. Santos nunca pediu indenização pelo tempo em que passou na prisão e pela tortura que sofreu.

5- Ex-doméstica 

minstra xxx

Delaíde Alves Miranda Arantes é, hoje, Ministra do Tribunal Superior do Trabalho, mas não foi sempre sua profissão.

Provavelmente poucos imaginavam esse futuro na menina que morava em Pontalina (GO) e ajudava, junto com seus nove irmãos, os pais na plantação de arroz, feijão e milho. Na zona urbana, Delaíde trabalhou como empregada doméstica e aproveitava seu tempo livre para poder estudar. Após concluir os estudos, a mãe de Delaíde conseguiu um emprego de recepcionista quando conseguiu ajudar sua filha cursar contabilidade. 

Durante o curso, ela trabalhou como doméstica sem receber salário, só em troca de moradia. Após trabalhar em um escritório de advocacia e em uma revendedora de tratores, ela conseguiu dinheiro para dividir casa com uma prima e assim, com 23 anos, iniciar seus estudos em uma universidade particular de direito. 

Delaíde advogou por mais de 30 anos e foi indicada para o cargo no TST pela Ordem dos Advogados do Brasil no começo de 2011. Desde então, ela já julgou mais de 26 mil processos. Outros 13 mil estão para análise – a meta é atender a pelo menos mil por mês.

Segundo a ministra, as vivências que teve na juventude a ajudam a ter uma “sensibilidade maior” durante as audiências.

4- Motorista do Tribunal de Justiça 

reinaldo oficial

Reinaldo Moura de Souza é natural de Boquim (SE), a 80 quilômetros de Aracaju, onde vivia com seus pais e seis irmãos. Quando tinha 22 anos resolveu levar seu tio de carro para São Paulo. Chegando na capital, ficou encantado e resolveu ficar mais uma semana para prestar concurso como motorista no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Aprovado, ele voltou a terra natal para pedir sua namorada em casamento e se mudar de vez para a capital. Depois de atuar por seis meses como motorista, Reinaldo decidiu que iria atuar na área de direito e prestou vestibular em uma faculdade particular. 

Enquanto esperava no carro os magistrados, ele aproveitava para estudar e se preparar para os concursos que tanto sonhava. No final da faculdade, prestou concurso para Oficial de Justiça e foi aprovado. Depois de estudar muito, Reinaldo foi aprovado para a vaga de juiz e ficou em 36º entre as 86 vagas. Depois que tomou posse, Reinaldo ainda pagou as 24 parcelas da faculdade que parcelou quando ainda era estudante. 

3- Miss Distrito Federal 

miss juiza oficial

Alessandra Baldini, aos 17 anos, entrou na faculdade de direito e depois de um tempo trancou para dedicar-se a vida de modelo na Ásia. Diferente dos outros integrantes da lista, Baldini vem de família abastada com condições de arcar com seus estudos.

No entanto, o currículo para carreira jurídica começou a ser uma questão quando se candidatou e tornou Miss Distrito Federal em 2011. Embora seu nome tenha sempre sido distanciado do saber, em razão do julgamento pela aparência, Alessandra voltou à vida jurídica e batalhou até passar em seis concursos diferentes em 2015, optando pelo cargo de juíza no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 

2- Ex-cortadora de cana 

antonia maria oficial

Antônia Marina Faleiros é moradora da cidade de Itabuna onde atua como juiza, mas passou sua infância no interior de Minas Gerais, em uma pequena cidade chamada Serra Azul , numa família de lavradores e trabalhadores braçais. Ela só foi conhecer a luz elétrica quando se mudou para Belo Horizonte, aos 17 anos, em busca de emprego e mais oportunidades de estudo.

Após se mudar, conseguiu uma vaga de empregada doméstica. Durante meses, dormiu num ponto de ônibus por não ter onde morar. Ao procurar um curso preparatório para concursos e se ver impossibilitada de pagar a cara mensalidade, percebeu que algumas apostilas do curso, impressas naquela época em mimeógrafo, eram descartadas no lixo. Foi com essas apostilas descartadas que Antônia estudou, fez o concurso e foi aprovada como oficial de justiça. Começava assim sua vida profissional junto ao poder judiciário.

A história de Antônia foi enredo para a série “A Origem da Inspiração“, que é composta por cinco curtas com dois minutos de duração cada. Os vídeos mostram histórias de superação e inspiração, servindo de lição a todos que encontram empecílhos para que tomem o destino em suas mãos.

1- Ex-borracheiro 

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E a mais recente história que ganhou a mídia foi o  juiz federal Rolando Valcir Spanholo, de 38 anos. Ele morava em Sananduva, no Rio Grande do Sul com seus cinco irmãos e seus pais. Todos trabalhavam juntos consertando pneus e lavando carros para sustentar a família. 

Todos os irmãos cursaram a mesma faculdade de direito, que ficava próximo a casa da família. Para que isso fosse possível, precisaram aprender a costurar cortinas e edredons para vender e pagar as mensalidades. Contam os irmãos que, para não passar vergonha de repetir as mesmas roupas todos os dias, trocavam entre si para poder diversificar. 

Rolando depois começou a trabalhar com vendas, o que fez com que ele não conseguisse se dedicar integralmente à faculdade e pegar alguns exames. Quando terminou o curso, já casado, resolveu se entregar de cabeça aos concursos e ficou durante quatro anos prestando todas as provas possíveis. 

Rolando estudou tanto que acumulou 200 kg em papel das matérias. Além de estudar a matéria necessária para passar, o juiz também analisava a vida de pessoas que já tinham sido aprovadas.

Depois de tanto insistir, foi aprovado e ficou entre os 60 primeiros para a vaga de Juiz no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 

(Fonte:Portal Justificando)

Uma corte quase real

Tem juiz, advogados e um caso para defender. No Jessup Moot Court Competition, uma competição que simula os procedimentos da Corte Internacional de Justiça, os alunos ganham a experiência de atuar com Direito Internacional na prática.

Neste ano, o evento ocorreu em Salvador, de 22 a 25 de fevereiro, e reuniu mais de 550 universidades de 80 países diferentes. Representando a UniRitter estiveram os alunos Bruno Iankowiski Dutra, Vinicius Just Blanco, Roberto Lima, Juliana Fontans e Priscila Dineck da Silva, do curso de Direito de Porto Alegre e de Canoas. Também participou a egressa Vanessa Bernardi, que colaborou com a preparação da equipe.

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Conforme a professora de Direito Internacional da UniRitter, Tatiana Cardoso Squeff, o evento é único: “Os alunos têm a oportunidade de debater temas incipientes na área do Direito Internacional e aprimorar os seus conhecimentos na área.”

Esta 59ª edição discutiu questões que envolvem a invasão de outro território para ajudar grupos separatistas, bem como a responsabilidade do Estado por atos de empresas públicas – problemas semelhantes aos hodiernos fatos do leste europeu.

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 O time da UniRitter conquistou o sexto lugar e a segunda melhor média de pontos da competição, obtendo 3.152 pontos de 3.500 possíveis. Além disso, obteve o quarto melhor memorial escrito da competição, com a nota de 84,2 pontos.

Já os oradores da UniRitter, Vinicius e Bruno, alcançaram a média de 90 pontos nas defesas orais dos argumentos perante as bancas formadas por qualificados juristas, conquistando o sexto e o sétimo lugar respectivamente, no ranking individual de alunos.

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Alunos de Direito na Olimpíada Jurídica

Eles superaram mais de 70 equipes de todo Brasil na edição da Olimpíada Jurídica da Faculdade de Direito de Vitória (FDV). Desafiados a pesquisar e colocar em prática conhecimentos jurídicos, os estudantes da UniRitter Ana Carolina Garcia Bonotto, Francisco Antônio Nunes Meira, Leonel Guterres Radde e Yudi Cristina Ramisch conquistaram a terceira colocação na competição nacional e contam mais sobre os principais ensinamentos na emocionante disputa.

Nesta edição todas as etapas, online e presencial, abordaram temas relacionados aos direitos humanos. Questões vinculadas ao meio ambiente, constituição de novos estados, Direito Internacional Público, acesso à informação, privacidade dos dados pessoais e direitos autorais foram alguns dos assuntos das provas.

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“O principal desafio foi, em um curto espaço de tempo, mergulhar no espírito da competição através da literatura recomendada e das provas de anos anteriores. Há sempre uma grande preocupação do aluno em atender aos quesitos certos de cada pergunta”, comenta Francisco Antonio Nunes Meira. 

Os alunos tiveram a orientação do professor da faculdade de Direito Voltaire Michel que sugeriu, inicialmente, uma divisão de estudos pela familiaridade de cada integrante com os temas propostos. “Ele a instituição merecem todo reconhecimento. desde a fase inicial com a cedência de espaço adequado, até o custeio da viagem e o professor Voltaire que montou a equipe, organizou os espaços, doou seu tempo nos acompanhando, fazendo café, buscando livros, contatando professores e viajando conosco”, acrescenta Yudi.

Adrenalina lá em cima e foi preciso agilidade de raciocínio para analisar os casos propostos que exigiram conhecimentos teóricos de sala de aula.

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“Ter participado das olimpíadas foi uma experiência que fechou com “chave de ouro” minha graduação. Desta experiência levo a sede por mais conhecimento, e um grande estímulo para minha longa trajetória”, finaliza Ana Carolina.

Leonel complementa o que ficará como ensinamento: “Também a possibilidade de exercitar nosso conhecimento e de explorar aspectos do Direito não tão aprofundados na faculdade, exercitar a oratória, além de conhecer colegas de outras instituições, profissionais de gabarito de outros estados.

E olha que na banca examinadora era composta por nomes de peso, como um dos diretores do Google.

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Orgulho desses inquietos. Parabéns, gurizada!

SEPesq recebe um dos idealizadores da Constituição de 88

O auditório do prédio D estava completamente lotado e o clima era de total democracia. O advogado e jornalista, Fernando Ernesto Corrêa contou histórias dos bastidores de sua colaboração no processo da Constituição Federal de 1988. O evento ocorreu na última terça-feira, dia 22 e teve a mediação de Voltaire de Freitas Michel, professor do curso de Direito da UniRitter.

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A liberdade de imprensa ganhou destaque na palestra. “Não pode ter ninguém que possa cortar a sua liberdade. Tem que ser livre politicamente e economicamente”, destacou Corrêa ao falar sobre Comunicação Social e Constituinte. Corrêa atua na área de comunicação há 60 anos: “Eu trabalhei para manter a liberdade de imprensa e a constituinte foi uma escola pra mim”, completa.

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Antes do início da palestra, Corrêa e alguns convidados conversavam descontraidamente sobre política e futebol. Muito diferente do que acontecia na época da Constituição. “Os momentos foram todos complicados, eu vivi dois anos muito difíceis. Existia muita tensão”, afirmou Corrêa.

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O estudante do 8º semestre de Direito, Breno Feijó, estava na plateia e comentou: “É sempre de suma importância ter contato e entender o pensamento de quem faz Direito, e não só limita-se a aplicá-lo”. O mediador da palestra, Voltaire Michel, também falou sobre a participação de Corrêa no evento: “A amizade é um dos grandes capitais que temos”, afirmou o professor.

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Texto: Stheve Balbinotti, aluno de Jornalismo
Agência Experimental de Comunicação Integrada
Supervisão Docente: profa. Denise De Rocchi