Goodbye!

Arte-Representantes-07por Mariana Oselame

Chegou a hora de dizer goodbye! Hoje foi um dia de muitos abraços e de algumas lágrimas por aqui! Aos poucos todos vão se despedindo da Santa Fe University of Art and Design, da cidade de Santa Fe, do estado e da cultura do Novo México e, principalmente, dos amigos que fizeram por aqui. É sempre difícil dizer tchau! Ainda mais quando se teve a oportunidade de viver uma experiência tão incrível como essa. Foram dias inesquecíveis para todos que participaram do Vacation English Immersion e do ArtFest!

Taos Pueblo: uma viagem no tempo

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por Mariana Oselame

Imagine viver exatamente como os antepassados viviam há mil anos. Sem água encanada, sem luz, sem qualquer tipo de tecnologia. Imagine ter as montanhas como o quintal de casa e poder andar para lá e para cá em meio à natureza. Imagine respirar um ar puro e ver o céu claro todos os dias. Imaginou?

Segundo historiadores, a paisagem do Taos Pueblo é praticamente a mesma de quando os espanhóis chegaram nesta região do Novo México, em 1540

Pois é assim que vivem os moradores do Taos Pueblo, uma comunidade que fica no perímetro urbano de Taos, uma das cidades mais charmosas do Novo México. É a ocupação urbana mais antiga do mundo. Segundo historiadores, os ancestrais desses índios se estabeleceram na região antes mesmo de Cristóvão Colombo chegar à América.

Taos Pueblo vive do turismo e do artesanato feito pelos índios

As construções no estilo adobe, aliás, formam a exata paisagem que os espanhóis encontraram quando chegaram nesta parte do Novo México em 1540.

Hoje o Taos Pueblo vive do turismo e do artesanato que é vendido pelos índios. Para visitar esse lugar é preciso cumprir algumas regras de “etiqueta”, já que a cultura dessa comunidade é muito diferente da nossa.

Por exemplo: todas as fotografias devem ser autorizadas pelos moradores e não podem ser feitas em locais sagrados para eles ou durante as celebrações; não é permitido beber água do rio; não é permitido avançar nos locais em que existem avisos de “restricted area”.

Para conhecer mais sobre o Taos Pueblo, confira o vídeo abaixo!

A noite em Santa Fé não é uma criança

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por Rodrigo Rodembusch

Que me perdoem os mais sérios, mas no Novo México, o trocadilho de que “de noite todo gato é pardo”, fica assim: “de noite, todo coiote é pardo”. E quando digo que a noite não é uma criança, falo a verdade – sair em Santa Fé nos clubes que tocam música ao vivo da melhor qualidade é ter a certeza de encontrar septuagenários e octogenários com um vigor de colocar qualquer guri no bolso. Se é a energia desse estado, não sei. Mas uma coisa é certa: eles sabem se divertir.

Cabe sempre a lembrança da lei de consumo de bebida alcoólica: maiores de 21 anos. Se você tiver idade inferior a essa, programe-se para sair sabendo que não entrará em qualquer lugar. A solicitação de identidade é mandatória mesmo para aqueles que ultrapassaram essa faixa etária. No mais, é cair no ritmo do blues, do rock…e não se assuste se a baixista ou a guitarrista for mais velha que a sua vovó 🙂

Não acreditou? Então confere o vídeo que fiz no El Farol, um dos pontos mais badalados da cidade e que fica na Canyon Road, a rua das galerias em Santa Fé – outro passeio imperdível para quem visita a capital do Novo México.

Let’s play baseball…or not!

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por Rodrigo Rodembusch

Por mais que o Novo México esteja completamente fora dos clichês americanos que estamos acostumados a consumir e (infelizmente) compartilhar, o estado preserva alguns costumes bem típicos – um deles, é o esporte. Futebol americano, basquete e baseball estão entre os mais apreciados pelos moradores locais. Quer saber mais sobre a cultura dos Estados Unidos? Então saia da internet em busca de outlets e mergulhe no que realmente vale: a imersão nos hábitos e costumes daqui.

LR4GopkdPensando nisso, a SFUAD preparou um passeio que levou muita gente para a fila de espera horas antes do horário de partida: um jogo do time de baseball Isotopes na cidade de Albuquerque. Não só o jogo – que dura horas a fio -, mas a gastronomia “esportiva” podia ser explorada pelos alunos que conseguiram fazer parte do grupo que viajou mais de 1h até o Isotopes Park, um espaço com capacidade para 13.000 pagantes.

Diferente do clima de estádio que temos em terras verde-amarelas, aqui (e isso é uma percepção minha) os torcedores precisam ser incentivados por músicas que tocam por apenas alguns segundos no sistema de som. É um grito aqui, uma palma ali e era isso. Sem contar na quantidade de intervalos durante o jogo. Então, percepções à parte, ficaram curiosos? Então acompanhem o vídeo que eu fiz com o pessoal do Brasil.

Ainda na mesma vibe do esporte, eu e a Mariana fizemos um registro de um jogo de futebol. Olha só.

 

Breaking Bad tour!

Arte-Representantes-06

por Mariana Oselame

Este talvez seja o post mais esperado pelos fãs do Breaking Bad (para quem ainda não sabe do que se trata… Breaking Bad é uma série de televisão cujo personagem principal, o Walter White, um pacato professor de química, é diagnosticado com câncer. Para garantir o futuro financeiro da família, ele começa a produzir uma droga – a metanfetamina – ao lado de um ex-aluno, o Jesse Pinkman). A série foi ao ar entre 2008 e 2013 e foi um sucesso absoluto de público e crítica. Tanto que Albuquerque (uma das cidades mais importantes do Novo México ao lado de Santa Fe e Las Cruces) virou destino de viagem para os milhares de fãs da série em todo mundo.

Jesse Pinkman e Walter White em uma das cinco temporadas de Breaking Bad

Como admiradora da série, eu não poderia deixar de fazer um tour pelas locações de Breaking Bad. Em Albuquerque existem algumas empresas de turismo que fazem esse tipo de passeio. Escolhi a ABQ Trolley, a primeira companhia a organizar esse tour pela cidade. Não me arrependi da escolha, o tour foi sensacional!

Bad tour do dia 18 de julho de 2015: fãs dos EUA, da China, da Suécia e do Brasil reunidos para um passeio pelas locações de uma das séries mais premiadas de todos os tempos

Vamos aos números… preço: 65 dólares por pessoa. Salgado, mas há que se considerar que é um passeio de 3h30min por toda a cidade, com informações sobre bastidores e vários brindes ao longo do percurso. Não contei quantas locações vimos… mas foram praticamente todas as externas da série (a exceção foi a casa do Hank e da Marie… fica em um condomínio fechado, não é possível visitar).

Tudo começou no Hotel Albuquerque, em Old Town, a parte antiga da cidade. Lá foi o ponto de encontro no trolley – uma espécie de “dindinho” no qual o tour é feito.

Casa do Jesse Pinkman, a primeira atração do tour Breaking Bad

O passeio começou com a casa do Jesse Pinkman. Lá, o nosso guia, o Mike, explicou o porquê de Albuquerque fazer tanto sucesso quando o assunto é gravação de filmes e séries. “Primeiro motivo: as taxas do Novo México são baixas e os produtores de filmes ganham incentivos para gravar aqui. Segundo: o clima é ótimo, tem sempre sol e calor. Terceiro: Albuquerque fica perto de Los Angeles. Quarto: Albuquerque tem diversos estúdios de gravação. Quinto motivo: você pode reproduzir qualquer paisagem ou cenário aqui. Quer gravar em Nova Iorque? Você pode construir Nova Iorque dentro de Albuquerque”, disse ele.

Los Pollos Hermanos: na vida real, é a lanchonete Twisters

Depois de passar por várias locações menores – o trolley parava em frente à locação e nas três telas dispostas ao longo do carro apareciam as respectivas cenas gravadas lá – chegamos a um dos pontos altos do tour: Los Pollos Hermanos. Na verdade a lancheria se chama Twisters e serve hamburguer – nada de frango frito. Lá é possível ver várias referências à série, como o logo da casa de lanches que servia de fachada para o império da droga.

Car Wash: uma das paradas do tour Breaking Bad

São duas paradas ao longo do percurso: a primeira no restaurante e a segunda no Car Wash. O gran finale do tour, é claro, como não poderia deixar de ser, é a casa que mais apareceu na série: a residência dos White. Infelizmente… não pudemos descer do trolley para fazer fotos em frente à casa. Isso porque a empresa que escolhi optou por respeitar a dona da moradia, já que todos os dias centenas de pessoas param em frente ao local para fazer fotos – ou simplesmente invadem a propriedade para ver como é.

Alguns, inclusive, jogam pizzas no telhado da casa (o criador de Breaking Bad, Vince Gilligan, teve que pedir para os fãs pararem de fazer isso) – uma referência a uma das cenas da série (desculpem pelos spoleirs!!). Antes de mostrar a casa do Walter, uma curiosidade: você sabe como essas casas de pessoas “normais” viram locações importantes de séries e filmes? O Novo México tem um cadastro de propriedades cujos donos se interessam por cedê-las para gravações. Cada dia de externa, segundo o nosso guia do tour, representa um cheque de US$ 5 mil! É uma bela fonte de renda, né?

The colors of New Mexico

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por Rodrigo Rodembusch

Não há como ficar entediado com a natureza em Santa Fé. A cada segundo ela nos presenteia com um espetáculo de tirar o fôlego. Pela manhã ou no fim de tarde tenho a certeza de que a luz é diferente do dia anterior. Quando digo para os estudantes receberem o Novo México como ele é, sem compará-lo a Miami, Nova Iorque ou Los angeles, há um motivo especial: aqui as cores e a natureza são mais cruas, extremas, selvagens. Selecionei algumas imagens feitas por mim desde quando cheguei aqui em 30 de junho. Boa proveito! O download é livre, pessoal! Usem sem moderação 🙂

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O sol dando adeus na entrada do campus da SFUAD.

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Fim de tarde no campus da SFUAD.

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Quando o dia não termina assim…

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E a chuva vem a qualquer hora…

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e nos pega sempre de surpresa!

My best place at SFUAD: Fogelson Library

por Mariana Oselame

Difícil escolher só um dentre tantos lugares interessantes aqui dentro da SFUAD (para quem não está familiarizado com a sigla, é como chamamos a Santa Fe University of Art and Design). Me apaixonei pela tela de cinema (Tre Screen), pela Film School e pelos estúdios em que são gravadas séries de televisão. Mas a maior paixão foi pela Fogelson Library! Que lugar!

Fogelson Library, my best place at SFUAD!

O prédio é lindo. Tem janelas amplas, imponentes. A porta da biblioteca é trabalhada, diferente, e nos dá uma ideia de que estamos entrando em um lugar especial. O chão é acarpetado (não podemos esquecer que no inverno neva e faz muito frio em Santa Fé). Pelos três andares do prédio estão distribuídas mesas e salas de estudo, sofás, uma daquelas fontes por onde a água fica correndo e fazendo aquele som bem característico…tem até uma sala para assistir a filmes.

Greer Garson e Buddy Fogelson, amigos e patronos da SFUAD

A história da Fogelson Library é curiosa. Construída em 1970, ela foi chamada assim em homenagem a Buddy Fogelson, um milionário do setor petroleiro que era casado com Greer Garson, atriz de Hollywood. Eles eram considerados amigos e patronos da Saint Michael High School (como era chamada a SFUAD nesta época). A biblioteca foi uma doação do casal. Ambos são falecidos, mas o legado que deixaram para a SFUAD é lembrado até hoje.

Imagem da década de 70, da cerimônia de inauguração da Fogelson Library

Confesso que não vi nenhum filme estrelado pela Greer Garson (que também dá nome aos estúdios aqui da SFUAD), mas neste período aqui na universidade já pudemos perceber que o trabalho dela é muito valorizado por aqui (principalmente por ela ter escolhido o Novo México para viver com Buddy e, claro, por ter apoiado tanto a universidade). Ela era uma boa atriz: concorreu ao Oscar diversas vezes nos anos 40 e ganhou uma vez em 1942, como protagonista, pelo filme Rosa da Esperança.

Agora, depois de tantas explicações… convido você para um passeio pelo meu best place aqui no SFUAD!

Albuquerque não é só Breaking Bad

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por Rodrigo Rodembusch

Apesar de Santa Fé ser a capital do estado do Novo México, é a cidade de Albuquerque que ganha nos dados demográficos: a mais populosa e mais densamente povoada. Quem pensa que a cidade ganhou notoriedade pelo festival de balonismo ou pelas montanhas está enganado. A cada passo dado na cidade há a esperança de encontrar Walter White ou, pelo menos, um dos cenários da série Breaking Bad.

bernalillo-nm-train-roadrunnerE aí que os estudantes se perdem…sem uma organização prévia, visitar a cidade se transforma em um passei chato e desinteressante. Uma verdadeira caça a algum lugar que se pareça com alguma locação da série americana. Minha dica: se é fã, economize e gaste entre 65-75 dólares com um tour guiado. Pronto!

O que nós fizemos para fugir do lugar comum? Decidimos conhecer a Old Town, um espaço aconchegante, cheio de lojas de souvenirs e história. De brinde andamos de trem em uma viagem de mais de 1h30. Curiosidade é o animal símbolo da companhia de trem e do próprio estado do Novo México: o papaléguas. E atenção! Os últimos segundos antes de as portas do trem fecharem você consegue ouvir o som do pássaro: bibi-bibi-bibi-bibi…

Roadrunner_runningSem o coiote para atrapalhar nossa viagem, tivemos outra grata surpresa: o ticket (day pass) custa apenas 7 dólares e ainda permite utilizar o transporte público de Albuquerque. Para quem ficou curioso, coloquei uma foto do pássaro-símbolo e que, como no desenho animado, mais corre do que voa.

Agora para matar a vontade da verdadeira culinária do Novo México, acompanhe este vídeo no Garcias, restaurante local e que também foi cenário de um dos episódios de Breaking Bad…

Santa Fe is a very small town!

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por Mariana Oselame

Santa Fé é, de fato, uma cidade pequena. Ontem, na aula de inglês, minha teacher, a Jeniffer, usou um exemplo muito interessante para nos dar a exata dimensão deste lugar. Ela contou que há alguns meses resolveu viajar sozinha com os dois filhos gêmeos, de 5 anos, que nasceram aqui na cidade. Eles foram para San Diego visitar uma tia. Segundo ela, quando a dupla desembarcou em San Diego, ficou completamente alucinada pela… escada rolante! Eles nunca tinham visto algo igual! Subiram e desceram inúmeras vezes, até cansar!! Depois de nos contar esse episódio, ela concluiu: “Yeah, we really live in a small town!”.

caminho

Clique no mapa para ampliar e conhecer o caminho da SFUAD até o centro de Santa Fé

Realmente, essa é uma cidade pequena. Tanto que quem gosta de caminhar consegue andar por quase tudo em poucas horas. Mas… apesar de “small”, Santa Fé é cheia de atrações. Muitas ficam escondidas na principal avenida para quem estuda na SFUAD: a Cerrillos Road. Guardadas as devidas proporções, é como se fosse uma BR-116… mas bem mais “amigável”, digamos assim. Ela tem calçada, apesar de os americanos não terem o costume de caminhar na rua (todo mundo tem carro, então ninguém caminha). Ela tem restaurantes, farmácias, supermercados… e uma daquelas lojas de artesanato bem comuns nas nossas estradas. Foi justamente uma dessas lojas que fomos conhecer: a El Camino Real Imports. Dá uma olhada no colorido das peças!

Nota 5 até no Novo México!

Arte-Representantes-03por Mariana Oselame

Clique no mapa para ampliar

Santa Fé fica a exatos 9.289,18 km de Porto Alegre, a 2.134 metros de altitude, nas seguintes coordenadas geográficas: 35º 41′ N, 105º 56′ W. Se houvesse um avião com autonomia para voar por 20 horas, ele poderia fazer a viagem entre Santa Fé e Porto Alegre, já que seriam 19h40min de voo. Nessa viagem ele passaria por seis estados brasileiros (Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas), um oceano (o Atlântico, no Mar do Caribe e no Golfo do México) e dois países (Colômbia e México) até chegar aos Estados Unidos.

Tanta informação de relevância duvidosa para dizer algo muito importante: mesmo aqui, longe do Brasil, a boa notícia chegou – e foi muito comemorada pelos alunos, professores e funcionários que estão participando do ArtFest e do VEI (Vacation English Immersion). Afinal, ser uma instituição reconhecida com a nota 5 pelo Ministério da Educação é mais uma prova de que a excelência é o nosso foco!

Valeu, UniRitter!