Como a EXTENSÃO COMUNITÁRIA
pode ajudar a fortalecer a
EDUCAÇÃO SUPERIOR

Prof. Bárbara Souza Costa - Doutora em Direito e Pró-Reitora Acadêmica da UniRitter. Foto: Reprodução

Prof. Bárbara Souza Costa – Doutora em Direito e Pró-Reitora Acadêmica da UniRitter. Foto: Reprodução

“Vivemos em um mundo complexo, repleto de riscos, incertezas e paradoxos. Os ideais de ordem, estabilidade e segurança não mais atendem às necessidades de um mundo que vive em constantes transformações. A formação voltada apenas para a técnica não é suficiente para enfrentar os desafios de uma era planetária. Adotar somente concepções que sejam práticas individualistas significa desconsiderar a conexão existente entre sujeitos que atuam em rede (local ou globalmente). Nesse contexto, faz-se necessário atribuir um novo papel às instituições de ensino superior, alterando-se a concepção paradigmática tradicionalmente existente na Academia.

Para além da redefinição epistemológica a respeito do tema (apresentada na obra de Edgar Morin e outros), destaca-se o importante papel da Universidade na formação cidadã dos estudantes. Por meio da extensão comunitária, os acadêmicos desenvolvem um olhar mais contextualizado do saber produzido no ambiente universitário, oportunizando-lhes uma compreensão mais clara a respeito do seu papel na sociedade.

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A universidade como fomentadora da inovação tecnológica e social

Prof. Dra. Daniela Horta

Prof. Dra. Daniela Horta

A Profª. DrAª. Daniela Horta, professora da Faculdade de Comunicação e do curso de Administração da UniRitter, falou sobre Inovação para a coluna UniRitter em foco da versão impressa do jornal Zero Hora de hoje!

“Você já percebeu que algumas empresas apresentam novos produtos constantemente? Isso ocorre pelo fato de vivermos em um ambiente altamente competitivo, o que leva as organizações a apostarem na inovação como uma forma de se diferenciarem de seus concorrentes e, assim, assegurarem vantagens competitivas.
A palavra ‘inovar’ deriva do latim in + novare, que significa renovar ou alterar, e ela está intimamente ligada à criatividade. Enquanto a criatividade pode ser compreendida como a geração de ideias, a inovação é a implementação dessas ideias, de modo a obter um retorno econômico. Mas, para que isso aconteça, é importante ter um espírito empreendedor. De acordo com um estudo realizado em conjunto pelo Sebrae e a Endeavor (2016):

6% dos universitários brasileiros
já são empreendedores e outros
21% pretendem empreender no futuro.

Isso significa que 1 em cada 4 alunos
tem ou quer ter um negócio.

Esse interesse parece estar relacionado com o fato das universidades ofertarem uma educação mais empreendedora por meio de disciplinas que instigam os alunos a considerarem o empreendedorismo como uma opção de carreira. Além disso, elas incentivam projetos transdisciplinares que auxiliam os discentes a encontrem futuros sócios, parceiros e até mesmo investidores, fazendo com que ideias geradas em sala de aula saiam do papel e promovam o desenvolvimento econômico da cidade e região.

Um bom exemplo disso é um projeto que surgiu em uma disciplina do curso de Nutrição do Centro Universitário Ritter dos Reis. Nele, os alunos deveriam propor pratos nutritivos que seriam comercializados congelados. Para criar o protótipo e as estratégias de marketing, eles se uniram a alunos e professores de outros três cursos: Design de Produtos, de Relações Públicas e da Publicidade e Propaganda. Observa-se nesse caso, que as universidades devem estar muito atentas às necessidades da comunidade para desenvolverem ações que estejam sempre alinhadas com a demanda dos universitários e do mercado”.