Traços e rabiscos: Oficina da XI SEPesq trabalhou a construção de personagens e desenvolvimento de storyboard

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Transformar ideias e visões em algo palpável e real através de linhas e formas é um trabalho criterioso e detalhista. A oficina de Histórias em Quadrinhos ministrada pelo professor José Lourenço Degani na tarde do dia 21, possibilitou aos alunos de Design Gráfico uma interação com o mundo dos comics.

Sob as orientações de Degani os estudantes receberam o desafio de criar, individualmente uma representação do personagem Mr. Trash, um robô catador de lixo espacial. Temperamental, perfeccionista, homossexual e com base na Lua eram as características que completavam as instruções.

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Os aspirantes a designers tiveram ainda que criar histórias baseadas em ideias do que o personagem encontrou ao chegar no lixão e o que aconteceu na sequência. Modelos únicos, histórias distintas.

O docente comentou com o grupo sobre seu interesse em realizar um curso de longa duração sobre a produção de histórias em quadrinho, que trabalharia não somente os aspectos estéticos mas também a roteirização das tramas. Para Degani esta atividade da XI SEPesq (Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação da UniRitter) serviu como um ensaio para o projeto que pretende desenvolver.

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Colaboração: Gabriela Freitas / Agência Experimental de Comunicação Integrada

Professores da Faculdade de Comunicação ~na pele~ de estudantes

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Quem chegava e observava a sala lotada procurava arranjar lugar – nem que fosse no chão. Cadeiras e mais cadeiras eram trazidas de outras salas para que o maior número de alunos possível coubesse na sala 302 do prédio D. Foi com grande público que oito professores da Faculdade de Comunicação Social da UniRitter (FACS) apresentaram projetos de pesquisa na manhã de  quarta-feira (21).

Para a coordenadora do curso de Jornalismo da FACS, Laura Glüer, a atividade – que fez parte da XI SEPesq – Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação da UniRitter, – é importante para os cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas. “Muitos projetos estão sendo apresentados neste ano, o que mostra a consolidação da pesquisa na área da comunicação da UniRitter”, afirmou.

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A apresentação das pesquisas dos professores foi bem recebida pelos alunos. Para o estudante do 6º semestre de Jornalismo, Paulo Mendes, seria ótimo se houvessem mais oportunidades como essa. “Ver os professores enfrentando aquilo que viveremos no Trabalho de Conclusão de Curso é inspirador”, afirmou Paulo, que, inspirado pelas apresentações, contatou seu futuro orientador para iniciar sua jornada de teorias e análises.
Mercado audiovisual

A primeira pesquisa foi apresentada pela professora dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo Daniela Israel: “Uma câmera na mão de quem? – Uma breve reflexão sobre o mercado audiovisual, o profissional e a formação universitária”.

Daniela falou do momento diferente que a produção audiovisual está enfrentando. “A tecnologia mudou a forma de produzir”, destacou. O questionamento promovido é baseado na incógnita do papel da faculdade para dar conta dessa demanda de profissionais. Dados da pesquisa sugerem que o papel desse novo profissional deve ser baseado na criatividade, pró-atividade e conhecimento técnico.

Seleção de corpus

O segundo projeto de pesquisa foi apresentado pelo professor Marcelo Correa, do curso de Publicidade e Propaganda. Em “Questões inovadoras do projeto de design gráfico para a comunicação do produto – A formatação e a seleção do corpus de amostragem de rótulos para aplicação da análise semiótica”, Marcelo falou sobre a pesquisa baseada nos rótulos de cervejas artesanais produzidas no Rio Grande do Sul, com tempo superior a cinco anos no mercado e de fácil acesso ao público em geral.

Para o professor, a embalagem é influenciadora na hora da compra, pois é uma conexão da marca com o consumidor. A pesquisa ainda está em andamento, e tem como previsão de conclusão o ano de 2016. A coordenadora Laura Glüer destacou o trabalho como um exemplo de como delimitar o corpus de uma investigação.

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Telejornalismo

O professor Leandro Olegário, do curso de Jornalismo, apresentou a terceira pesquisa da programação. Com o título de “Retórica do Imediato: Velocidade e narrativa melodramática no telejornalismo”, o trabalho abrangeu a construção da notícia na pós-modernidade – muito baseada na espetacularização. Trazendo como case duas matérias do Jornal Hoje, veiculadas em dias diferentes, o professor citou que, quando é identificado um erro ou atualização do fato, a ética exige que haja correção e exibição de uma nova reportagem.

Webradio

Encerrando a primeira parte, o professor de Jornalismo Rodrigo Rodembusch apresentou para os estudantes o projeto da webradio da FACS. Em “Webradio UniOne: um projeto de extensão que extrapola as barreiras territoriais”, Rodembusch afirmou que o intuito é explicar e proporcionar a vivência do que é o mercado de trabalho. “Isso faz com que o aluno tenha uma formação diferenciada nesse veículo de comunicação”, disse. Para ele, a evolução do trabalho pode gerar um serviço para a comunidade local ter voz.

Agências de comunicação

A coordenadora Laura Glüer abriu a segunda parte de apresentações com a pesquisa realizada pela UniRitter, em parceria com a ABRACOM. O projeto “Mapeamento das Agências de Comunicação no Rio Grande do Sul” investigou as características das empresas do mercado gaúcho, atuação e o perfil dos profissionais que trabalham na área. Foi destacada a importância que a assessoria de comunicação conquistou nos últimos anos em diversos campos, como no esporte, nas empresas em geral e na política.

Relações Públicas

O professor de Relações Públicas Marcelo Tavares apresentou o sexto trabalho da manhã: “O poder simbólico das Relações Públicas no contexto das organizações”. Segundo ele, o conteúdo não é uma pesquisa, mas sim uma amostra do que é mostrado durante as aulas. Na ocasião, foram apresentados os conceitos e as possibilidades de aplicações nas tarefas diárias das organizações. Para Marcelo, a função é essencial no papel estratégico e muda o relacionamento dos membros das empresas.

Consumo

A professora Camila Morales, do curso de Publicidade e Propaganda, apresentou “Fenômenos contemporâneos da Publicidade” – no qual aborda os fenômenos do consumo e seu impacto, desde a antiguidade até os dias atuais. Foi apresentada, também, a metodologia utilizada pelo grupo – baseada em estudos de cores ilustrativas e pesquisas na internet.

Agência Experimental

Encerrando a manhã de apresentações, os professores Tânia Almeida e Marcelo Tavares, de Publicidade e Propaganda, expuseram em seu trabalho a conexão das disciplinas com as diretrizes do MEC. Tânia falou sobre o Núcleo de Relações Públicas da Agência Experimental de Comunicação Integrada (AGEX) e seu trabalho de inclusão dos alunos dos três cursos da área comunicacional no exercício de suas funções como futuros profissionais já no ambiente universitário. A professora falou, também, sobre o envolvimento dos alunos com as disciplinas – que traz não apenas crescimento pessoal, mas o desenvolvimento dos cursos. “Os alunos aprendem, trazem suas ideias, e nós, professores, também aprendemos muito com os acadêmicos”, afirmou.

(Colaboração: Bruna Fonseca e Mariana Aguiar / Agência Experimental de Comunicação Integrada)

 

 

Espetáculo de dança atraiu público no Campus Zona Sul

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Durante a  XI SEPesq – Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação da UniRitter, o Campus Zona Sul virou palco de espetáculo para a Cia de Danças Horizonte, participante da Mostra Cultural do evento.

Um grupo de bailarinos composto por cerca de 20 jovens com idade média de 18 anos se apresentou no saguão do prédio A da faculdade no intervalo do turno da noite. A intervenção realizada pela companhia, que tinha como ritmo o street dance, atraiu a curiosidade dos alunos e foi muito aplaudido.

O professor e coreógrafo do grupo, Carlos Neto, 30 anos, está na companhia há 12 anos. “Eu sempre gostei muito da dança. Quando eu descobri que esta atividade poderia virar minha profissão também, eu fiquei muito satisfeito, pois é o que eu mais amo fazer”, relatou o professor de dança.

Além de despertar a curiosidade por parte dos alunos da faculdade, os jovens que se apresentaram mostravam-se contentes em serem as estrelas da noite. Em questão de minutos o saguão estava tomado de estudantes que além de aplaudir arriscavam alguns passos de dança também. No meio de provas, trabalhos e correrias do dia a dia dos cursos, a dança trouxe não somente para os alunos, mas também para os professores e funcionários que ali passavam um pouco de descontração.

Criada pela professora Patricia Diniz Tarasconi, Educadora Física e Pós-graduada em dança, a Cia de Danças Horizontes existe há 20 anos. Além de street dance, a companhia tem aulas de jazz e ballet e é aberta para qualquer pessoa que tenha interesse e vontade de participar.

 

Colaboração: Júlia Fernandes / Agência Experimental de Comunicação Integrada

Solidariedade no RS

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A grave situação climática que atinge o Rio Grande do Sul deixou muitos desabrigados. Em situações de desastres como essas, inúmeras demandas podem surgir, como as relativas à sobrevivência humana, à infraestrutura, à moradia e à comunicação. Em termos psicológicos, o estresse vivenciado pelos atingidos resulta em aumento de tensão, podendo provocar emoções diversas, como tristeza, ansiedade, medo, insegurança, preocupação, culpa e raiva. As vítimas costumam ter o senso de segurança abalado e experimentar sentimentos de impotência.

Nesse momento, em que o Estado passa por uma situação delicada, tem se observado uma rede de solidariedade composta por pessoas que buscam diminuir o sofrimento dos atingidos. O suporte social pode fazer uma grande diferença nestes momentos e algumas dicas podem ser úteis a familiares, voluntários, prestadores de serviços e aos gestores que buscam auxiliar os atingidos:

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# Facilitar a compreensão sobre o evento, repassando aos atingidos informações sobre o que ocorreu, o que está ocorrendo e quais são as previsões e planejamentos futuros que os afetam.

#Auxiliar para que as necessidades básicas (como as relativas à alimentação, ao sono, ao frio, etc.) sejam atendidas, contribuindo para o restabelecimento físico.

# Tranquilizar, dentro do possível e real, sobre a sua segurança.

# Promover a escuta empática: oportunizar que a pessoa expresse suas emoções e que fale o quanto quiser e o que quiser sobre o evento; validar o sofrimento pelo qual a pessoa está passando.

# Promover aproximação dos afetados e de seus familiares. É comum que nessas situações as vítimas fiquem sem comunicação com familiares, vizinhos e amigos, o que aumenta os sentimentos de preocupação, insegurança e falta de apoio.

# Motivar a participação nas tarefas comuns exigidas pelas circunstâncias. As pessoas devem se sentir parte da solução. Assim, uma boa dica é ocupar as pessoas com algo que possam fazer e que possa ter resultado rápido e visível (ex. auxiliar na organização do abrigo e das doações).

# Reforçar as capacidades para resolver problemas decorrentes da situação. Auxiliar na tomada de decisão, explorando, junto com as pessoas, quais são as melhores opções dentre as disponíveis. Ajudar no enfrentamento é mais aconselhável do que simplesmente fazer pela pessoa (o que pode diminuir a autonomia e o senso de competência).

# Facilitar, nos abrigos, condições para o desenvolvimento de práticas culturais e espirituais.

# Ajudar a reintegração às redes de sustentação, proporcionando, por exemplo, cuidados que tenham interface com os serviços de saúde e de assistência social da região onde a pessoa vive, possibilitando continuidade no acompanhamento.

# Facilitar, dentro do possível, a retomada das atividades diárias e da rotina o mais breve possível.

# Incentivar iniciativas da comunidade que possam gerar o fortalecimento e restabelecimento da comunidade atingida. Identificar maneiras como a comunidade lidou anteriormente com adversidades pode ser uma forma de iniciar.

# Promover encontros e trocas de experiências entre as pessoas afetadas.

# Evitar a rotulação dos atingidos como frágeis e incapacitados; fomentar o fortalecimento e a resiliência (individual e comunitária) com ênfase nos comportamentos adaptativos diante dos novos cenários possíveis.

# Os grupos de maior risco costumam ser constituídos por crianças, idosos e pessoas com enfermidades físicas ou mentais, principalmente pelo fato de essas pessoas apresentarem maior dependência e, assim, necessitarem de mais cuidados.

 

Os momentos de crise costumam ser cruciais no que se refere à busca de significados e necessidade de reorganização da vida. Às vezes é preciso um grande desastre para que uma comunidade vulnerável e esquecida possa “existir” e “melhorar”. Assim, é fundamental compreender o desastre dentro do contexto social, político e econômico onde ele ocorre. Em curto e longo prazo, faz-se necessário que os serviços nos territórios de abrangência das comunidades atingidas estejam preparados e organizados para participar ativamente de ações de prevenção, preparação, resposta e reconstrução nessas situações.

É importante lembrar que os desastres costumam ocasionar enormes perdas materiais e humanas, as quais, na maioria das vezes, tendem a ser rapidamente esquecidas pelo restante da população e pela mídia. Assim, é de fundamental importância de analisar os diferentes fatores que possam estar contribuindo para a manutenção da vulnerabilidade e perpetuação dos processos de desastre que uma comunidade enfrenta. Situações de crises como essas despertam para a necessidade de transformação da realidade social.

(Colaboração/Texto: Professora do curso de Psicologia da UniRitter Francielli Galli)

 

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* Até o dia 20/10, a UniRitter receberá alimentos, materiais de higiene e limpeza, cobertores e toalhas de banho. Após a coleta, as doações serão entregues especialmente no Ginásio Tesourinha. Quem quiser contribuir, basta buscar as caixas coletoras próximas à secretaria nos campi FAPA, Zona Sul e Canoas.

* A  Secretaria Municipal de Administração (SMA), da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, também está disponibilizando um posto de coleta para doações aos desabrigados pelas enchentes. Fica localizado no Centro Histórico, junto à portaria do Edifício Administrativo Intendente José Montaury, Rua Siqueira Campos, 1300, andar térreo.

Os produtos mais necessários são:

– água

– sabão em pó

– água sanitária

– material de higiene pessoal (sabonete, fralda, escova de dentes)

 

Maratona Poa Jam da UniRitter revelou talentos do mundo dos games

Quarenta horas de pura criatividade e tecnologia para ~nerd~ nenhum botar defeito. 😀

Assim, a Maratona Poa Jam da UniRitter reuniu desenvolvedores de jogos digitais em uma empolgante e intensa disputa. A partir da temática “o quão longe você pode ir” os participantes, divididos em equipes, tiveram o desafio de elaborar um jogo completo, passando por todas as etapas que enfrenta um game designer na vida real! 😉

A dupla vencedora, Isabella Latorre e Dankann Weissmuller, são alunos do 3º semestre do curso de Design de Games da UniRitter e elaboraram o jogo Krieger (disponível AQUI ). O planejamento foi um fator que ajudou bastante: “Nós já tínhamos uma ideia inicial sobre o tema principal do game, que seriam os vikings, eu tinha assistido o filme Beowulf naquela semana, e fiquei com vontade de fazer algo nesse gênero. Não demoramos muito para iniciar nosso trabalho e enquanto víamos os outros grupos passando horas apenas pensando na ideia inicial do game, em menos de cinco minutos nós já havíamos planejado tudo” , revelou Isabella.

 

Olhem só eles superconcentrados!

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Enquanto ela ficava com a parte 2D e animação, Dankann assumia a programação e os efeitos sonoros. Orgulhosos por terem finalizado o jogo dentro do prazo, os estudantes seguirão na área:

 

 

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“Eu pretendo continuar trabalhando como artista 2D, 3D e com Level Design,. Inclusive, Level Design foi algo que eu descobri gostar de fazer na primeira game jam que participei, e, desde então, tenho trabalhado bastante como tal. Meu maior objetivo é montar ou participar de uma empresa de games nacional, e assim, ajudar a ampliar o reconhecimento dos games feitos no Brasil”, confessou.

 

 

 

E você, Dankann, vai fazer o quê?

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“Quero continuar trabalhando como programador e me aprofundar bastante na área de animação 2D/3D, pretendo participar de mais projetos dentro e fora da faculdade, para adquirir experiência. Também pretendo trabalhar na indústria nacional, sendo em empresa própria ou não, acredito que os estudantes de Tecnologia em Jogos Digitais devem almejar ajudar a nossa indústria, antes de querer crescer fora do país”, opinou o aluno.